A primeira câmera a gente nunca esquece. Eu curtir começar com uma CANON - EOS 300 analógica emprestada por um amigo. Com a Canon eu registrei meus primeiros retratos com aspirações profissionais.
Foi uma experiência bacana, fazer as fotos sem ter a certeza de como ficaram. Esperar até terminar o filme, levar para revelar... Nossa! Santa paciência e muita expectativa. Mas foi importante para controlar a ansiedade do instantâneo, do imediatismo. Na analógica, você reflete mais antes de fotografar, pois não podemos deletar e nem corrigir no photoshop posteriormente.
Posso afirmar que, foi fundamental essa experiência com o passado, me tornei mais mediculosa e tranquila com minhas fotografias agora no presente.
Abaixo um belo poema de Simone Campos, que retrata bem porque gostamos de fotografar e sermos fotografados também.
Fotografias
Fotografias que paralisam 
Um tempo que continuou a correr.
Fotografia em que os meus olhos param
Mas continua no peito um coração a bater.
Fotografias de pessoas alegres
Fazendo poses a sorrir,
Fotografias que recordam pessoas
Na qual tiveram de partir.
Fotografias de paisagens bonitas
Com muito verde e azul.
Fotografias que se guardam
Dentro de caixas de sapatos
Fotografias na parte de cima do armário
Para demorar tempo de lembrar que estão ali.
De pais, filhos e avós
Fotografias que muito dizem
Mesmo sendo mudas e sem voz
Fotografias que abrem feridas
Que emocionam, que causam espanto
Fotografias coloridas ou em preto e branco
Tirada por um profissional
Ou pela máquina velha do tio Noel
Fotografias que uma história conta
Num humilde pedaço de papel.
poema de Simone Alves Campos